CICLONE IDAI: 150 mortos e centenas de desaparecidos em Moçambique, Zimbabué e Maláui

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Em Moçambique morreram pelo menos 48 pessoas, no Zimbabué 31 e no Maláui 56

Pelo menos 150 pessoas morreram, centenas estão desaparecidas e dezenas de milhar isoladas, principalmente em zonas rurais, devido à passagem do ciclone Idai por Moçambique, Zimbabué e Malaui.

Nas zonas rurais é que se registaram maior número de vítimas e estragos, devido à passagem do ciclone Idai por Moçambique, Zimbabué e Malaui.

O ciclone afetou mais de 1,5 milhões de pessoas nos três países, avança a ONU e os governos locais.

A cidade da Beira, uma das maiores de Moçambique, com meio milhão de habitantes, foi a mais afetada e no seu hospital central foram tratados mais de 400 feridos desde a noite de quinta-feira.

A capital provincial está parcialmente destruída, continua sem eletricidade da rede pública e as comunicações são limitadas, acontecendo o mesmo noutras partes da província, o que está a dificultar as operações de socorro. O levantamento do número de vítimas está por concluir, dado que há locais de difícil acesso devido à subida do nível dos rios.

Segundo as autoridades, 48 pessoas morreram e as mortes resultam, sobretudo, do desabamento de casas e outras infraestruturas e afogamentos.

No Zimbabué, o número de mortos registados é de pelo menos 31 e as mortes ocorreram maioritariamente na zona montanhosa de Chimanimani, na fronteira com Moçambique, uma área turística. Estradas e pontes desapareceram, o que dificulta os trabalhos de resgate.

No Malaui morreram pelo menos 56 pessoas e 80 mil estão deslocadas.