Entre março de 2020 e abril de 2021, pelo menos, “mais de 200.000 m2” de terreno foram ocupados em construções ilegais. Área ocupada equivale a, aproximadamente, mais de 25 campos de futebol. A Câmara Municipal, entretanto, acompanha tudo impávida
A imagem do Google Earth que ilustra esta peça informativa é esclarecedora. A linha azul ilustra o nível de construções clandestinas em março de 2020, e a linha amarela refere ao período de abril de 2021. Ou seja, num intervalo de 13 meses, registou-se um avanço abismal de construções clandestinas, apenas em Alto da Glória, na Cidade da Praia.
Um observador refere que em um ano de mandato, o Presidente Francisco Carvalho e sua equipa não conseguiram estancar as construções ilegais, na linha da ação do anterior Executivo da Capital.
A área ocupada em construções clandestinas, num intervalo de um ano, só em Alto da Glória, equivale a 20 hectares de terreno.
Enquanto ocorre esta ilegalidade que pode perigar a segurança de pessoas e da própria zona e Cidade, o Presidente da Câmara Municipal da Praia anuncia a colocação de pilaretes como “medida revolucionária” para travar o avanço das construções clandestinas, que afinal estão a avançar de forma “muito confrangedora”.
O que a imagem ilustra é uma “total falta de autoridade” municipal nesta matéria algo que pode sair caro ao País, não somente pelo crescimento desorganizado da Cidade e surgimento de “bidonvilles”, com as suas consequências sociais e económicas previsíveis mas o mais grave é o impacto ambiental pois a acumulação de escombros na parte alta da Cidade põe em perigo a parte baixa da Cidade em caso de chuvas fortes e enxurradas que bloqueando os canais de drenagem causam inundação na parte baixa da Cidade.
A nossa fonte questiona mesmo a “passividade” das autoridades nacionais face ao problema, e indaga mesmo os Ministérios da Administração Interna e da Coesão Territorial, com responsabilidade em matéria de Proteção Civil, se nada podem fazer “ao menos para chamar a capítulo” as autoridades municipais. “Não seria desejável uma catástrofe para as autoridades acordarem para o problema que é real quer em Alto da Glória como noutras zonas da Praia”, reagiu.
Noutras ocasiões, OPAÍS.cv alertou para o perigo das construções clandestinas. Na edição do dia 12 de agosto denunciamos inclusivé a proliferação de construções em Palha Sé.
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