Secretário-geral das Nações Unidas afirmou que Europa e África têm diante de si “uma oportunidade para retificar injustiças históricas” num contexto global marcado por conflitos e desigualdades crescentes
O Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu uma maior representação dos países Africanos em instituições internacionais, incluindo no Conselho de Segurança da ONU, sublinhando a necessidade de corrigir desigualdades históricas.
A posição foi manifestada na abertura da VII Cimeira União Africana-União Europeia, que decorre em Luanda, e onde Guterres afirmou que Europa e África têm diante de si “uma oportunidade para retificar injustiças históricas” num contexto global marcado por conflitos e desigualdades crescentes.
Segundo o Líder das Nações Unidas, esse processo deve começar pelo reforço do peso Africano nos organismos multilaterais e pelo fim de modelos antigos de exploração de recursos naturais. “África tem os recursos e a dinâmica de uma força jovem, e a Europa tem capital e conhecimento tecnológico”, disse, defendendo uma nova abordagem baseada em investimentos justos e cooperação equilibrada, particularmente no combate às alterações climáticas.
António Guterres reiterou ainda a necessidade de reformar a atual arquitetura financeira internacional, que classificou de “injusta e ineficaz”, defendendo mecanismos que permitam aos países Africanos maior margem para enfrentar desafios económicos e sociais.
O Secretário-geral afirmou que África e Europa podem desempenhar um papel decisivo no combate à pobreza, às migrações forçadas e na transformação estrutural do Continente Africano.


