O assassinato de Dom Osório Citora Afonso, completa esta sexta-feira, 6 de novembro, cinco meses, ainda envolto em dúvidas quanto às circunstâncias e aos responsáveis pelo crime
Entretanto, as autoridades judiciais anunciaram, ontem, quinta-feira, que subiu de quatro para cinco o número de arguidos detidos, entre os quais dois sacerdotes católicos.
O prelado foi assassinado a 6 de junho, na sua residência episcopal, na província da Zambézia, num crime que abalou a Igreja Católica e provocou indignação na sociedade moçambicana e não só.
Segundo o procurador provincial da República, Fred Jamal, entre os cinco detidos encontram-se dois padres, um segurança da Diocese de Quelimane e dois civis, todos em prisão preventiva na Penitenciária Provincial da Zambézia.
As investigações prosseguem, tendo sido prorrogados os prazos processuais devido à complexidade do caso. O Ministério Público procura ainda identificar os autores materiais do homicídio e esclarecer as circunstâncias da sua execução.
Cinco meses depois, apesar das detenções, o assassinato continua sem esclarecimento definitivo, mantendo a expectativa de justiça no seio da comunidade católica e da sociedade moçambicana.





