Autarquia explica que a decisão de manter os dias de animação tem como objetivo levar alegria, esperança e algum conforto à população, fortemente afetada pela tempestade Erin, que atingiu a Ilha no dia 11 de agosto
A Câmara Municipal de São Vicente veio a público esclarecer a população na sequência das conferências de imprensa realizadas por vereadores do PAICV e da UCID, relacionadas com a realização dos dias de festa na Rua de Lisboa, integrados nas celebrações do Réveillon.
Em comunicado, a Autarquia explica que a decisão de manter os dias de animação tem como objetivo levar alegria, esperança e algum conforto à população, fortemente afetada pela tempestade Erin, que atingiu a Ilha no dia 11 de agosto. A CMSV sublinha que apenas quem viveu os momentos imediatos e o período pós-tempestade compreende plenamente o sofrimento enfrentado pela população e o esforço contínuo desenvolvido no terreno para a recuperação da Ilha.
A Edilidade destaca ainda que o setor da cultura foi um dos mais penalizados pela tempestade, com artistas, técnicos e trabalhadores culturais a perderem rendimentos e oportunidades de atuação. Nesse sentido, retomar a programação cultural neste momento não representa desrespeito pelo sofrimento vivido, mas sim um contributo para a recuperação social e emocional da Ilha.
No comunicado, a Câmara realça a vocação cultural e turística de São Vicente, frisando que a Ilha regista, nesta época festiva, um aumento significativo do movimento, impulsionado também pela chegada de vários navios de cruzeiro ao Terminal de Cruzeiros, entre os dias 2 e 28 de dezembro, o que gera dinamismo económico e vida urbana.
A CMSV garante que a realização das festas na Rua de Lisboa não implica a interrupção de serviços municipais, assegurando que a Autarquia continua a funcionar normalmente. Estão em curso várias obras, sobretudo no domínio da habitação social, em diferentes zonas da Ilha, algumas em fase final de execução, com vista à redução do défice habitacional.
A Autarquia refere igualmente a implementação do programa “ISDOB COMPO BO CASA”, que prevê a construção de mais de 100 habitações, reforçando que os projetos estão no terreno e a avançar conforme o planeado.
Embora respeite as posições políticas manifestadas pelos vereadores do PAICV e da UCID, a CMSV considera essencial que a população tenha acesso a uma informação completa e contextualizada, que reflita o esforço simultâneo de reconstrução material e de apoio ao bem-estar social e cultural.
“São Vicente sofreu, continua a recuperar, mas não pode ficar imobilizada”, conclui a Câmara Municipal, reafirmando o compromisso de continuar a trabalhar para a recuperação, o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida da população.


