É mais uma voz que se junta para condenar cenas gravadas em vídeo e que chocam os Cabo-verdianos
A Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania, CNDHC, já veio a público condenar os conteúdos expostos em dois vídeos que vazaram na Internet e que mostram soldados a serem forçados a praticar sexo contra uma parede, supostamente num dos quartéis da Ilha de Santiago.
Em nota remetida ao OPAÍS.cv, aquela organização classifica tais imagens como “cruel” e diz mesmo que as cenas gravadas em vídeo demonstram “situações de crueldade e de atentado à honra e à dignidade” contra os recrutas.
A própria CNDHC já encetou “diligências” visando “esclarecer e monitorar” a situação.
“As imagens, que têm causado revolta e indignação, interpelam-nos a todos enquanto seres humanos sobre os valores do respeito pela dignidade da pessoa humana não só no cumprimento do serviço militar, mas em todos os quadrantes da Sociedade a nível geral”, lê-se na nota.
A Comissão entende que os direitos humanos dos soldados “não foram devidamente protegidos”, pelo que ela própria “condena veementemente” tais atos.
“A CNDHC vai continuar a monitorar o caso, não só no que se refere à punição disciplinar e criminal dos supostos agressores, mas também no que diz respeito à assistência e acompanhamento psicológico das vítimas”, garante.
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