CNT da Guiné-Bissau acusa Governo cabo-verdiano de ingerência e anuncia congelamento das relações

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A posição surge depois de o Governo de Cabo Verde ter apelado à libertação rápida de Domingos Simões Pereira

O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau acusou o Governo de Cabo Verde de interferência nos assuntos internos do país e anunciou o “congelamento prático” das relações com o executivo cabo-verdiano.

A posição surge depois de o Governo cabo-verdiano ter apelado à libertação rápida de Domingos Simões Pereira e manifestado disponibilidade para apoiar um diálogo com vista a soluções pacíficas para a crise política guineense.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, o porta-voz do CNT, Fernando Vaz, afirmou que as autoridades cabo-verdianas não têm legitimidade para se pronunciar sobre processos políticos e judiciais na Guiné-Bissau, considerando que tais declarações representam uma ingerência na soberania nacional.

O Conselho criticou ainda a política externa de Cabo Verde, alegando alinhamento com interesses portugueses e europeus, e acusou o executivo da Praia de misturar posições partidárias com a diplomacia do Estado.

O CNT abordou também questões históricas entre os dois países, incluindo acontecimentos ocorridos entre 1973 e 1980, e destacou o papel dos combatentes guineenses na luta pela independência de Cabo Verde.

Apesar das críticas ao Governo cabo-verdiano, o Conselho Nacional de Transição afirmou distinguir o executivo da Praia do povo cabo-verdiano.

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