Com que autoridade Janira?

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No próximo dia 17, os Cabo-verdianos regressam às urnas, desta feita para eleger o novo Presidente da República, uma escolha entre 7 nomes em corrida.

Apesar de estar arredado da vida política ativa, por razões de ordem pessoal, acompanho a vida política com particular atenção pois é um setor que a todos nos diz respeito. Muitas das decisões que neste campo se tomam podem repercutir na nossa vida pessoal, social e comunitária, daí o interesse com que acompanhamos a vida política.

Naturalmente que temos interesse na escolha do próximo Presidente da República, sabemos em quem iremos votar, e temos firmes as razões da nossa escolha no dia 17.

Entretanto, confesssamos estranheza com a posição da candidata derrotada duas vezes nas urnas, em 2016 e recentemente em abril, que voltou, nas últimas horas, a dar um ar da sua (des)graça(da) liderança, e veio dizer aos Cabo-verdianos para votarem no seu JOMANE, como se as pessoas não têm inteligência suficiente para analizar e escolher no próximo dia 17.

A madame que foi rejeitada nas urnas e que foi empurrada para deixar a liderança do moribundo paicv, acha-se no direito de escolher pelos Cabo-verdianos. Mas com que autoridade?

A Janira evidencia uma coisa: ela não respeita o povo e suas escolhas e vem contestar a decisão tomada nas urnas, em eleições livres e democráticas.

Ora, em outubro de 2020, os Cabo-verdianos elegeram os órgãos municipais e ditou que o MpD governaria 14 das 22 Autarquias e que as restantes 8 seriam governadas pelo paicv. É uma opção que resulta da vontade popular e deve ser respeitada. Nada mais.

Em abril passado, também a partir das urnas, elegeu-se o MpD para um novo mandato no Governo do País. O paicv renovou-se na oposição tal como a UCID. Foi também expressão das urnas.

Falar em hegemonia por que, a partir das urnas, o povo assim quis, é desrespeitar esse mesmo povo. Dito de outro modo é classificar que o povo não soube escolher. Não creio que a madame esteja correta nesta sua posição, pelo que não entendemos que ela venha a público pedir que se vote neste e não naquele ou naquele outro candidato.

A madame não tem nenhuma autoridade para nos vir sugerir o que seja nestas eleições. Nem mesmo no seu moribundo paicv, creio, ela estará em condições de propor/sugerir o que quer que seja, pois não é “presidenta”, não integra, que se saiba, nenhum órgão do seu partido. Portanto, ela não tem autoridade para propor nada.

A “causa” que Janira pretende apoiar está apenas na sua cabeça pois que a “pessoa” que personifica aquela hipotética causa, entre eles têm contas para acertos mas que seguramente não será saldado no dia 17.

O seu antecipado regresso tem um único fim: encaixar uma nova derrota para seu historial. Parece que a madame ainda está rancorosa com o voto soberano do povo e quer mais uma derrota. Quiçá acalma, de seguida.

1 COMENTÁRIO

  1. Evidentemente que a Janira não é ninguém politicamente em Cabo Verde. Nunca ganhou nada senão a disputa interna no PAICV contra o Filú, financiada com recursos do Fundo do Ambiente e outros recursos desviados do Estado. Muitos dos seus claques e cúmplices dos desvios, curiosamente, estiveram com ela, nessa sala de teatralização. Aliás disputa assumidamente fraudulenta como confirmava há pouco tempo o seu ex-vice Zé Veiga. De resto as demais eleições internas foram todas consideradas de farsas pelos militantes do PAICV, pelo que ninguém ousou participar, deixando ela sozinha. Portanto ela tem um grave problema com a transparência, a lisura e a Democracia, sendo por isso a figura parda da política Cabo verdiana . De resto, todos sabemos do que ela e os seus pensam desse seu ex !
    Viva o Dr. Carlos Veiga

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