Combates no Sudão. Cessar fogo prolongado por mais três dias 

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O confronto entre os militares e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido iniciado há 10 dias já fez mais de 420 mortos e 3.700 feridos

As partes envolvidas no conflito no Sudão ignoraram vários acordos de cessar fogo, mas o último cessar fogo, que coincidiu com um feriado Muçulmano, facilitou a retirada de milhares de pessoas da Capital, Cartum.

A trégua deveria ter terminado na segunda-feira à noite, mas, entretanto, conforme informou o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, os generais rivais no Sudão concordaram em prolongar um instável cessar-fogo por mais três dias, enquanto vários países continuam a retirar os seus cidadãos.

O Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou aos 15 membros do Conselho de Segurança para que “exerçam a máxima influência” sobre ambas as partes, para “retirar o Sudão da beira do abismo”.

O conflito entre os militares e o grupo paramilitar Forças de Ação Rápida iniciado há 10 dias, obrigou os Estados Unidos da América e vários países estrangeiros a iniciarem o processo de retirada dos seus cidadãos, por via aérea, incluindo diplomatas.

O chefe da diplomacia Europeia, Josep Borrell, anunciou ontem, que até ao final do dia serão retirados mais 1.200 cidadãos Europeus daquele País. Já os EUA iniciaram o processo de retirada dos seus cidadãos que desejam deixar o Sudão, por via terrestre.

Para garantir a segurança na rota Cartum-Port Sudan, os EUA estão a utilizar os serviços de informações, vigilância e reconhecimento, mas sem militares no terreno.