Garantia é da líder parlamentar do MpD, Joana Rosa, durante o debate desta quarta-feira, com o Primeiro-Ministro, na Assembleia Nacional
A líder da bandada parlamentar do MpD disse hoje, no Parlamento, que o compromisso com a Diáspora Cabo-verdiana foi e está a ser cumprido. Joana Rosa fez essa declaração no debate com o Primeiro-Ministro, observando que muitas coisas foram feitas, nomeadamente a despartidarização das comunidades, e a forma do relacionamento entre as Embaixadas e as associações.
Segundo a Deputada, o Governo prometeu aprovar o Estatuto do Investidor Emigrante, melhorar o atendimento nas Embaixadas, nos Consulados e nos Serviços em Cabo Verde e cumpriu, sublinhando que quando o MpD assumiu o Executivo, em 2016, o tempo de espera na emissão dos passaportes situava-se entre 7 e 8 meses, mas “hoje (é) no máximo de 15 dias”, tanto para quem reside nas Américas, na Europa ou em África.
“Prometemos melhorar o sistema de evacuações de doentes e cumprimos, não só na criação de melhores condições de alojamento, em locais que oferecem dignidade, mas também numa melhor integração dos evacuados na comunidade”, observou, por outro lado.
Joana Rosa deu conta do aumento do subsídio aos doentes evacuados “e cumprimos. É bom lembrar que antes os evacuados recebiam 17 dias de subsídio e, com este Governo, passaram a receber o subsídio integral”, precisou, para de seguida advogar que o MpD não tem lição a receber principalmente do PAICV. A diáspora Cabo-verdiana, no entender da Deputada tem tido uma atenção especial por parte do Governo de Ulisses Correia e Silva, exemplificando com o alargamento da duplicação da pensão aos conterrâneos que vivem na extrema pobreza em São Tomé, Angola, Moçambique, Guiné Bissau e no Senegal.
O Governo, no entender de Joana Rosa “prometeu e cumpriu” com as suas obrigações para com a Diáspora, em canais que facilitam o envio de remessas aos familiares, o que demostra que a nossa Diáspora tem vindo a ser a cada dia que passa integrada e valorizada.
Por sua vez, o PAICV colocou uma série de questões, como o porquê de só agora se estar a debater a Diáspora. A resposta chegou em dois momentos. Num primeiro, Joana Rosa disse que se está a debater agora porque é o momento de se fazer o balanço dos ganhos conseguidos pelo Governo de Ulisses Correia e Silva. Num segundo momento, o Primeiro-Ministro, também respondeu à questão da Deputada da Oposição, precisando que a mesma iniciativa que o Governo tem em agendar um debate com o PM, o PAICV também o tem, retribuindo a questão, do porque de o PAICV não agendou nenhum debate sobre a Diáspora com o Chefe do Governo.
Por seu lado, o Deputado da UCID, sublinhou que o debate de hoje é “super importante” porque Cabo Verde é o que é hoje, “em grande parte” é por causa da diáspora.


