ONU, União Africana e CEDEAO exigem ainda a “libertação imediata” do Presidente Alfa Condé
A comunidade internacional condenou o golpe de estado em Guiné Conacri e pedem a “libertação imediata” do Presidente Alfa Condé, alegadamente detido pelos “golpistas”.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres condenou ontem “qualquer tomada de poder” na Guiné-Conacri “pela força das armas”, depois de forças especiais do País terem afirmado que capturaram o Presidente e dissolveram as instituições.
Guterres apelou ainda, numa publicação no Twitter, “à libertação imediata do Presidente Alpha Condé” e disse que está a seguir a situação na Guiné-Conacri “de muito perto”.
A CEDEAO também exigiu a libertação de Alfa Condé e mostrou “grande preocupação” com os recentes desenvolvimentos polítios em Conacri. “CEDEAO exige respeito pela integridade física de Alpha Condé, a sua libertação imediata e sem condições, bem como de todas as personalidades detidas pelos militares”, adianta a organização em comunicado a que a agência Lusa teve acesso.
Num comunicado conjunto, o atual Presidente da União Africana, UA, o Chefe de Estado da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e o Presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, reprovaram “qualquer tomada de poder pela força”.
Ambos os líderes exigiram também a “libertação imediata” de Conde, e instaram o Conselho de Paz e Segurança e da Organização Pan-africana a reunir-se “urgentemente para examinar a nova situação na Guiné e tomar as medidas apropriadas, dadas as circunstâncias”.
As forças especiais da Guiné-Conacri anunciaram ontem ter capturado o Presidente Alpha Condé e “dissolvido” as instituições depois de, durante várias horas ao longo da manhã, terem sido ouvidos tiros de armas automáticas próximo do palácio presidencial, no centro de Conacri, capital da Guiné-Conacri, e ser visível a movimentação de tropas nas ruas, segundo relatos das agências de notícias internacionais.


