O cessar-fogo anunciado por Israel e pelo Hamas, que entrou oficialmente em vigor à meia noite, foi amplamente saudado pela comunidade internacional, com o Secretário-Geral da ONU a apelar a “um diálogo sério sobre as raízes do conflito”
“Saúdo o cessar-fogo entre Gaza e Israel depois de 11 dias de hostilidades mortais”, disse o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o Português António Guterres, em conferência de imprensa.
O responsável máximo das Nações Unidas também pediu respeito pela trégua alcançada e lamentou as vítimas da guerra de décadas, que reacendeu há 11 dias. Guterres também sublinhou que “os líderes Israelitas e Palestinianos têm a responsabilidade” pelas mortes registadas durante estes dias nos dois territórios e exortou as duas partes a iniciarem um “diálogo sério para abordar a raiz do conflito”. “Gaza é uma parte integral do futuro Estado Palestiniano e não deveriam ser poupados esforços para encontrar uma reconciliação real que coloque um fim à divisão”, acrescentou.
O Presidente da Assembleia-geral da ONU, o turco Volkan Bozkir, referiu que o anúncio do cessar-fogo foi “tranquilizador”, ainda que tenha chegado “tarde”.
Em linha com os responsáveis das Nações Unidas, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Dominic Raab, referiu através da rede social Twitter que “todas as partes têm de trabalhar para que o cessar-fogo seja duradouro”, de modo a acabar com o “ciclo inaceitável de violência”. Londres apoiará “os esforços para alcançar a paz”, adiantou.
De Washington veio a promessa, através do Presidente dos Estados Unidos, o democrata Biden, de que a Casa Branca continuará com a “silenciosa” e “incansável diplomacia” para resolver o conflito Israelo-palestiniano.


