Condenação de líder da Oposição no Senegal motiva confrontos no País

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Desde quinta-feira, que 15 pessoas já morreram. Autoridades nacionais estão a impor restrições do uso de redes sociais

Na última quinta-feira, a Justiça Senegalesa condenou a 2 anos de prisão, Ousmane Sonko, líder da Oposição nacional, por suposta “corrupção de menores”.

O homem ficou detido em casa, sob fortes medidas de segurança, entretanto, a Amnistia Internacional já veio considerar ilegal esta restrição de liberdade, sustentando que Sonko não foi notificado de “qualquer ato”.

O político é ainda acusado de manter relações sexuais com menores de 21 anos e de “violações repetidas” a uma massagista e de a ameaçar de morte.

A sentença da sua condenção foi lida num sessão de julgamento em que o homem não participou, pelo que não pode recorrer da pena.

Antes, em maio, Ousmane Sonko havia sido condenado a 6 meses de prisão com pena suspensa, por suposta difamação e calúnia a um Ministro do País que ele acusara de corrupção.

Esta condenação torna Sonko inelegível nas eleições Presidenciais de fevereiro do próximo ano, admitindo os seus apoiantes ser esta acusação parte de um “esquema” para travar a sua candidtura, contra o atual Presidente que está a ser acusado de querer mudar a Constiuição para fazer mais um mandato, quando a lei atual permite 2.

Desde a última quinta-feira que, pelo menos, 15 pessoas morreram, devido aos confrontos. Vários apoiantes ergueram barricadas com pneus e veículos em chamas, atirando pedras às forças de segurança. Algumas lojas e edifícios públicos foram saqueados.

A Capital Dakar, a par de cidades como Ziguinchor, Bignona, Saint-Louis, Louga, Kaolack e Mbour têm sido palco dos muitos protestos, e o Governo restringiu o uso de redes sociais.