Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia estão reunidos nesta quinta e sexta-feira, para a Cimeira do Conselho Europeu, com a presença de Chefes de Governo e de Estado e com a definição de apoio financeiro à Ucrânia e o quadro financeiro plurianual na agenda central dos debates
A Cimeira do Conselho Europeu, que decorre em Bruxelas hoje e amanhã, reúne os líderes dos Estados-membros da União Europeia para debater questões estratégicas que influenciarão as relações políticas, de segurança e económicas do bloco nos próximos anos.
No centro das atenções está a resposta Europeia à guerra na Ucrânia e o financiamento necessário para garantir o apoio financeiro e militar a Kiev em 2026 e 2027.
Um dos principais temas em discussão é o plano de um empréstimo de reparações que utilizaria cerca de 210 mil milhões em ativos Russos congelados na UE para financiar a assistência à Ucrânia, uma proposta apoiada por vários Estados-membros, mas que enfrenta resistência de países como a Bélgica, que pede garantias legais e financeiras contra eventuais retaliações Russas.
O Presidente da Ucrania, Volodymyr Zelenskyy, está presente em Bruxelas para participar diretamente nas negociações com os Chefes de Estado e de Governo, sublinhando a urgência de um acordo para evitar que a Ucrânia enfrente dificuldades financeiras no próximo ano.
Além desta matéria central, os líderes Europeus deverão discutir a situação geopolítica mais ampla, incluindo questões de segurança no continente, o futuro quadro financeiro plurianual da União Europeia para 2028-2034 e temas como migração e relações com parceiros internacionais.
A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, participam ativamente nos debates, que têm sido descritos como “intensos” e determinantes para reforçar a unidade do bloco face aos desafios externos.
À medida que os trabalhos avançam, cresce também a pressão para que a cimeira resulte em decisões concretas, especialmente no que toca à solidariedade europeia com a Ucrânia e à sustentabilidade financeira do apoio prolongado, numa das reuniões mais seguidas pelos observadores internacionais este ano.


