COP29 chega a acordo de 300 mil milhões de Dólares

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Cimeira do Clima em Baku, no Azerbaijão, mas diversos países sinalizaram desapontamento e até mesmo indignação com os resultados desta Cimeira

A COP 29, que está a decorrer na Cidade de Baku, no Azerbaijão, conseguiu chegar a um acordo de 300 mil milhões de Dólares por ano, para ajudar os países mais pobres a lidar com os impactos das alterações climáticas.

Comparado com o acordo anterior, este é ligeiramente melhor, passando de 100 para 300 milhões/ano.

Segundo a Agência Reuters, os países também alcançaram um acordo sobre regras para um mercado global de compra e venda de créditos de carbono que, segundo os proponentes, poderiam mobilizar mais milhares de milhões de Dólares em novos projetos para ajudar a combater o aquecimento global, desde a reflorestação à implementação de tecnologias de energia limpa.

Diversos países sinalizaram desapontamento e até mesmo indignação com os resultados desta Cimeira, nomeadamente no que diz respeito ao financiamento climático.

A Índia, por exemplo, País mais populoso do mundo, manifestou a sua objeção, mas o protesto aconteceu depois de o entendimento ter sido formalmente adotado, por consenso.
“Lamento dizer que este documento nada mais é do que uma ilusão de ótica. Isto, na nossa opinião, não resolverá a enormidade do desafio que todos enfrentamos. Portanto, opomo-nos à adoção deste documento”, disse o representante da delegação Indiana, em Baku.

Ao nível de África, a Nigéria considera que a aprovação da forma como foi feita na sala é um “insulto ao que está estabelecido” na Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. A verba de 300 mil milhões de Euros por ano até 2035 foi apelidada de “piada”.

Já a Bolívia considera que a decisão “consolida um sistema injusto” baseado no incumprimento das responsabilidades dos países desenvolvimentos em relação ao chamado Sul Global.

O desapontamento foi também assinalado pelos países do Pacífico sujeitos a subida do nível da água dos oceanos.

A Cimeira do Clima deste ano deveria terminar na sexta-feira, mas por falta de consenso em relação ao documento final foi obrigada a prolongamento.