Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31) arranca num contexto de crescente pressão internacional para que os países mais ricos cumpram os compromissos de financiamento climático assumidos perante as nações mais vulneráveis
O encontro, que decorre até 20 de novembro, reunirá representantes de mais de 190 países, tendo como principais desafios o financiamento da adaptação climática, a redução das emissões de gases com efeito de estufa e a transição para energias limpas, com menor dependência dos combustíveis fósseis.
Um recente relatório das Nações Unidas alerta que os países em desenvolvimento necessitam de cerca de 305 mil milhões de dólares anuais para enfrentar os impactos climáticos, enquanto o financiamento disponibilizado pelos países desenvolvidos ficou em apenas 28,2 mil milhões de dólares em 2024.
Para os pequenos Estados insulares, como Cabo Verde, particularmente expostos às secas, à escassez de água, à erosão costeira e à subida do nível do mar, a COP31 representa mais uma oportunidade para exigir maior justiça climática e acesso efetivo aos fundos internacionais.
A conferência será um novo teste à capacidade da comunidade internacional de transformar compromissos políticos em medidas concretas, sobretudo para os países que menos contribuem para o aquecimento global, mas que enfrentam algumas das suas consequências mais graves.





