Afirmação é do líder daquele País. Kim Jong-un pediu, entretanto, “pleno empenhamento” para a segunda opção com vista “à proteção da dignidade e interesses” do País e para que seja “garantido um ambiente pacífico e seguro” para o Estado
O ditador da Coreia do Norte enviou a mensagem sobre os Estados Unidos durante o terceiro dia da sessão plenária do partido único Norte-coreano, que esteve centrada na definição da política exterior do regime e na abordagem dos assuntos de máxima urgência como a escassez de alimentos.
Kim Jong-un destacou a “necessidade da preparação, tanto para o diálogo como para o confronto”, e pediu “pleno empenhamento” para a segunda opção com vista “à proteção da dignidade e interesses” do País e para que seja “garantido um ambiente pacífico e seguro” para o Estado.
A intervenção de Kim Jong-un decorreu na quinta-feira e foi divulgada hoje pela agência de notícias estatal KCNA.
O líder supremo da Coreia do Norte recorre a este discurso em resposta “às novas tendências políticas” da Administração dos Estados Unidos e depois de o Presidente Norte-americano ter apresentado a estratégia de Washington em relação a Pyongyang.
Trata-se da primeira vez que Kim Jong-un menciona possíveis conversações com Washington desde a chegada ao poder de Joe Biden, cuja Administração aposta por uma via intermédia à que foi adotada pela Administração anterior dos Estados Unidos, defendendo um diálogo “por fases” no sentido de recuperar os contactos interrompidos desde 2019.


