Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou ainda que o País pretende intensificar os preparativos de guerra, perante a tensão “sem precedentes” na península, noticiou nesta quinta-feira, 28, a imprensa estatal Norte-coreana
No segundo dia da grande reunião anual de fim de ano do Partido dos Trabalhadores que aconteceu na quarta-feira, o partido único Norte-coreano, Kim disse ao exército e aos setores de munições, armas nucleares e proteção civil para “acelerar ainda mais os preparativos para a guerra”.
O discurso do dirigente abordou a “grave situação política e militar na península Coreana, que atingiu um ponto extremo sem precedentes na história devido aos movimentos de confronto dos Estados Unidos e das forças vassalas”, disse a agência de notícias estatal Norte-coreana KCNA.
O lançamento de um sistema para partilhar informações em tempo real sobre mísseis Norte-coreanos e um plano de exercícios regulares para enfrentar avanços militares de Pyongyang, foram anunciado na terça-feira, pelo Correia do Sul, Estados Unidos e Japão.
De acordo com a KCNA, o dirigente defendeu ainda o direito da Coreia do Norte a “expandir e desenvolver relações de cooperação estratégica com Países independentes e anti-imperialistas”, numa aparente referência às críticas à recente aproximação a Moscovo, e a participar na “luta anti-imperialista” à escala internacional.
O Ocidente tem acusado Pyongyang de fornecer armas e munições à Rússia, algo negado pelas autoridades do País Asiático
No entanto, em outubro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Russo, Sergei Lavrov, agradeceu à Coreia do Norte pelo apoio na guerra contra a Ucrânia.


