Correios rejeitam acusações de favorecimento político e defendem legalidade dos concursos internos

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Posição da administração dos Correios foi dada esta manhã, na Cidade da Praia

O PCA dos Correios de Cabo Verde, Isidoro Gomes, rejeitou esta manhã, em conferência de imprensa, as acusações de favorecimento político ligadas aos concursos internos para reclassificação e acesso à categoria de técnico superior, garantindo que todo o processo decorre com “legalidade, transparência e legitimidade”.

O responsável afirmou que as alegações divulgadas em jornais online, nas redes sociais e por um partido político configuram “notícias falsas” que colocam em causa a credibilidade da empresa.

Na sua declaração, Isidoro Gomes explicou que os concursos inserem-se na estratégia de transformação dos Correios, centrada na valorização dos recursos humanos, retenção de talentos e criação de uma reserva estratégica de quadros superiores para assegurar a continuidade e sustentabilidade da empresa.

Segundo o PCA, o processo tem por base o Plano de Cargos, Carreira e Salário (PCCS), principal instrumento de gestão de recursos humanos da empresa, que estabelece as regras para progressão e reclassificação na carreira. A abertura dos concursos foi aprovada pelo Conselho de Administração em outubro de 2024, tendo a progressão sido priorizada numa primeira fase, enquanto a reclassificação transitou para 2025 devido ao impacto financeiro das medidas.

Isidoro Gomes revelou ainda que o processo contou com apoio de serviços externos especializados e passou por várias etapas técnicas, incluindo avaliação das necessidades da empresa, definição dos procedimentos de recrutamento, análise das candidaturas e elaboração dos instrumentos de avaliação.

Através da Ordem de Serviço nº 01/CA/CCV, de 10 de março de 2026, foram oficialmente lançados dois concursos internos: um para reclassificação e outro para recrutamento, seleção, ingresso e acesso a cargos e carreiras nos Correios. Ao todo, estão previstas 29 vagas para a carreira técnica superior, sendo 15 destinadas à reclassificação e 14 ao ingresso e acesso.

O dirigente destacou também que os dois concursos são conduzidos por júris independentes, presididos por especialistas externos à empresa, responsáveis por todas as fases do processo, desde a gestão das candidaturas até à apreciação de reclamações.

“Que alguém nos diga, de forma objetiva, onde falhamos”, desafiou o PCA, sublinhando que os trabalhadores dispõem de mecanismos sindicais, associativos e judiciais para contestar qualquer eventual irregularidade.

Isidoro Gomes assegurou que toda a documentação do processo está disponível para consulta pelas autoridades competentes e insistiu que a coincidência entre a conclusão dos concursos e o calendário das eleições legislativas de 2026 “é meramente circunstancial”.

O responsável considerou ainda inadmissível que “agendas pessoais ou grupais” coloquem em causa a reputação da empresa e garantiu que a administração continuará a cumprir a sua missão “até que o acionista Estado defina eventual novo rumo” para os Correios.

Na conclusão da conferência, Isidoro Gomes reiterou que todas as decisões tomadas pela administração visam exclusivamente a valorização dos trabalhadores e o fortalecimento da empresa pública mais antiga do País.

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