Covid-19. Cabo Verde levanta restrições

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Primeiro-Ministro falou ao País, esta manhã, e deu conta das medidas

Cabo Verde acaba de afrouxar as medidas restritivas que estavam em vigor, em decorrência da pandemia da Covid-19, que desde 19 de março de 2020 afeta o Arquipélago, com mais de 56 mil casos registados da doença.

Numa declaração ao País, a partir do Palácio do Governo, na Cidade da Praia, o Primeiro-Ministro deu conta do levantamento das medidas. Desde logo, deixa de ser obrigatória o uso de máscaras faciais em espaços interiores fechados, designadamente de atendimento público, mas ficam isentas desta medida, os estabelecimentos e infraestruturas de saúde tanto públicas como privadas, Centros de Dia e Lares de Idosos, cadeias e transportes coletivos de passageiros, terrestres e marítimos.

O certificado Covid-19 ou resultado negativo de teste para acesso a atividades culturais, artísticas, recreativas, de lazer e espetáculos deixam de ser obrigatório, indicou o PM.
Mantém-se, no entanto, a “obrigatoriedade” de apresentação de Certificado de Vacinação para todas as viagens por via aérea ou marítima.

Ao anunciar o levantamento das restrições, o Chefe do Governo assinalou que Cabo Verde “teve sucesso” no combate e na gestão da pandemia e enalteceu o fato de nosso País constar numa restrita lista de 5 países Africanos com a “maior taxa” de vacinação contra a Covid-19 e figurando entre os 15 países do mundo “mais impactado” pela crise sanitária, económica e social provocada pela Covid-19.

UCS recordou que a crise decorrente da Covid-19 atingiu “duramente” as finanças públicas nacionais, as empresas e as pessoas, mas acentuou que o Governo por ele liderado “respondeu prontamente” aos desafios.

Nos últimos 2 anos, enfatizou, o seu Governo teve que colocar prioridades, recursos, tempo e energia na proteção da vida dos Cabo-verdianos, do emprego e do rendimento das famílias. Este conjunto de medidas, recordou, “evitou o colapso” sanitário, económico e social em Cabo Verde.

Entretanto, o PM fez questão de relembrar que a pandemia “ainda persiste” e que “existem riscos”, pelo que advogou, que para uma “maior proteção, é preciso que todos” que não tomaram ainda a terceira dose da vacina contra Covid-19, o façam, e garantiu que as vacinas “estão disponíveis”.

“Não custa nada” e “só tem ganhos” para o cidadão e para a sua comunidade.