Depois do pico registado em julho, a evolução da pandemia abrandou, mas nas últimas quatro semanas o ritmo de contágios acelerou, havendo um aumento médio de 7% das novas infeções, e o aumento médio de 8% no número de novas mortes por semana, durante esse período
O Diretor do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, África CDC, alertou que se os países e as pessoas abrandarem as medidas contra a Covid-19 haverá uma segunda vaga com “consequências devastadoras”.
“Apelo fortemente ao continente para que não baixe a guarda porque as consequências seriam devastadoras”, advertiu John Nkengasong, durante a conferência de imprensa semanal sobre a evolução da pandemia no Continente.
Desde que a primeira infeção continental foi detetada a 14 de fevereiro, no Egito, a região acumulou pouco mais de 1,6 milhões de casos, 4,2% do total mundial, mais de 39.000 mortes, 3,6% do total mundial, e 1,3 milhões de pessoas recuperadas, segundo os últimos dados divulgados hoje pelo CDC África.
Cinco países são responsáveis por 69% das infeções notificadas no Continente, com destaque para a África do Sul, que concentra 43% dos casos, equivalente a quase 700 mil pessoas, numa lista em que figuram também Marrocos, Egito, Etiópia e Nigéria.
Depois do pico registado em julho, a evolução da pandemia abrandou, mas nas últimas quatro semanas o ritmo de contágios acelerou, havendo um aumento médio de 7% das novas infeções, de acordo com o virologista Camaronês, que destacou também o “aumento médio de 8% no número de novas mortes por semana” durante esse período.
O Diretor do África CDC avisou que o continente não pode dar-se ao luxo de abrandar as medidas de contenção e avisou que a fadiga tem de ser combatida.
África registou nas últimas 24 horas mais 254 mortes devido à Covid-19, para um total de 39.122, havendo 1.603.982 infetados, mais 11.433, segundo os últimos dados relativos à pandemia no continente. De acordo com o África CDC, nas últimas 24 horas, o número de recuperados nos 55 Estados-membros da organização foi de 7.072, para um total de 1.325.204 desde o início da pandemia.


