Em causa, algumas medidas avançadas semana passada pela Presidente do PAICV aos Presidentes de Câmaras Municipais de Cabo Verde. Um observador atento fala em “plágio” e até ironiza que Janira Hopffer Almada nem teve o cuidado de “mudar vírgulas” ou mesmo “estrutura” do texto
A Presidente do PAICV, Partido que lidera duas das 22 Câmaras Municipais de Cabo Verde é acusada de plagiar o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Portugal, no conjunto de ideias-medidas sugeridas semana passada aos Autarcas nacionais, para fazer face aos efeitos negativos do Covid-19, nas ilhas.
Segundo o mesmo observador, em determinados trechos da sua proposta aos Autarcas Cabo-verdianos, JHA nem se deu ao trabalho de “mudar vírgulas” ou mesmo a “estrutura” do texto, conforme atesta os ‘prints’ que ilustram a peça.
Efetivamente, a 25 de março, o Edil de Lisboa, Fernando Medina, anunciou um conjunto de medidas tomadas pela sua Autarquia, com o concurso de todas as sensibilidades políticas na Câmara, visando mitigar a situação da crise em Lisboa.
Dias depois, mais concretamente 12 dias, na primeira semana de abril, a Presidente do PAICV avançou as suas propostas, “parte em copy paste”, conforme refere uma nossa fonte, para quem “estamos perante uma situação de plágio”.
“Basta ver a proposta do Presidente Medina e ver as de JHA, para se atestar que há cópia, pelo menos em parte”, comenta.
Um analista ouvido pelo OPAÍS.cv, refere, no entanto, que “não há nenhum pecado” em a líder da Oposição “beber” de experiências positivas que possam ocorrer noutras latitudes, mas condena o que considera ser “desonestidade intelectual” da Presidente do PAICV, em apresentar tais ideias “como se na verdade fossem ideias próprias”. “A questão que se põe é da grave desonestidade intelectual de uma dirigente que preside um Partido que poderia constituir alternativa governativa no País”. “Não é admissível tais atitudes que minam toda a confiança fundamental exigida no cargo que desempenha”, acrescenta, ainda.
Nos ‘prints’, abaixo, os leitores podem melhor perceber e tirar suas ilações.




É o que dá confiar num secretário geral adjunto sem curriculo, sem habilitação especialista em plágio. De lavador de pratos a SGA de um partido com pretensão de poder só mesmo na cabecinha da Janira. Kkkk
No Paicv, o plágio sempre foi uma religião, seguida por todos. Lembro-me, certa vez ter ouvido o José Sócrates no Coliseu de Lisboa a fazer o encerramento das campanhas eleitorais, e, semanas depois, de férias na Praia ouvir a reprodução ‘ipsis verbis’ através do seu irmão gêmeo, JMN. É verdade que plagiar Medina não deixa de representar um avanço significativo da JHA em relação ao JMN, que decidiu plagiar logo o Sócrates. Mas enfim, ídolos a gente não escolhe, como os nossos vizinhos. Eles nascem. Não é assim Zemas?
Situação muito inusitada para a mulher que aspira vir um dia a governar este País. é facto que cada crise trata de criar os seus heróis e também seus vilões. JHA escolheu a pior abordagem para se tornar heroína nesta tragédia da Humanidade. A mulher foi apresentar queixa ao PR do apagão democrático, exatamente porque afinal, as propostas do autarca de Lisboa, que JHA queria implementar em Cabo Verde foram simplesmente ignoradas pelo Governo de Cabo Verde. Não deixa de ser uma ironia do destino. O Paicv sempre pregou ‘pensar pela sua própria cabeça’, o partido que combateu o ‘neocolonialismo’ de Lisboa, afinal sorrateiramente rouba as ideias dos outros e acha isso a coisa mais natural do mundo. Fica o aviso para todos os atores jovens políticos tambarinas: nem sempre a malandragem compensa! Sejam humildes e trabalhadores.
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