Organização reitera, no entanto, que o fármaco apenas deve ser administrado a doentes com Covid-19 em estado grave e sob supervisão médica
A Organização Mundial da Saúde, OMS, desafiou hoje os laboratórios farmacêuticos a aumentarem a produção do medicamento anti-inflamatório dexametasona. Segundo o Diretor-Geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que falava numa videoconferência de imprensa, o dexametasona “pode salvar doentes em estado grave”, mas apenas deve ser administrado a estes pacientes e sob “supervisão clínica”.
“O desafio, agora, é aumentar a produção e distribuir rapidamente, e de forma equitativa, o dexametasona em todo o mundo, focando-nos onde é mais necessário”, afirmou.
De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, a procura do medicamento anti-inflamatório esteroide aumentou, depois de dados preliminares de um estudo realizado no Reino Unido terem revelado o efeito benéfico do fármaco, ao reduzir a mortalidade de doentes com Covid-19 que têm dificuldade em respirar e precisam de receber oxigénio ou estar ligados a um ventilador.
Com Agência Lusa


