A variante Ómicron do vírus da Covid-19 foi detetada até agora em 57 países, com a maioria dos casos analisados a serem assintomáticos ou ligeiros, segundo um relatório de hoje da Organização Mundial da Saúde
O documento alerta, por outro lado, para a alta possibilidade de reinfeção de pessoas que já tiveram o vírus SARS-CoV-2 com esta variante.
Segundo a OMS, os 212 casos de Ómicron identificados na União Europeia, em 18 países, foram em pessoas que tiveram sintomas ligeiros da doença ou que eram mesmo assintomáticas. Mas segundo a OMS, apesar desta variante nova provocar menos casos graves de Covid-19 do que a variante Delta, pode fazer aumentar o número de internamentos e mortes se, como temem as autoridades, for mais contagiosa, causando, por isso, mais infeções.
Nos últimos 60 dias, dos 900 mil casos analisados pela rede global de laboratórios GISAID, mais de 99% continuam a ser causados pela variante Delta e apenas 713 (0,1%) são Ómicron
No entanto, numa semana, os casos de Ómicron detetados pela rede GISAID passaram de 14 para os atuais 713, segundo os dados da OMS, que publica semanalmente um relatório com o ponto da situação da pandemia da Covid-19 no mundo.
A Ómicron, por outro lado, já supera os casos de outras variantes detetadas anteriormente, como a Alfa ou a Gama.


