CPLP deseja que instituições na Guiné-Bissau acertem o passo

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Desejo foi expresso pelo Presidente da Organização. Jorge Carlos Fonseca reconhece que a situação no terreno é “muito complexa”

A CPLP deseja que a Guiné-Bissau possa “acertar o passo” e ultrapasse a situação de impasse político que vigora deste 29 de dezembro, altura em que se realizou a segunda voltas das eleições Presidenciais, e que segundo a CNE, elegeu Umaro Sissoco Embaló.

“Esperamos ou gostaríamos é que qualquer iniciativa, neste momento, propiciasse que as instituições na Guiné-Bissau pudessem acertar o passo e chegar a uma solução consensual, se possível, que é saber, face ao processo eleitoral, quem foi eleito e que a pessoa eleita tome posse de acordo com as regras constitucionais e legais vigentes no País”, disse JCF, em declarações aos Jornalistas na Cidade da Praia.

O PR de Cabo Verde admite que a situação no País vizinho é “muito complexa” e que como tal tem suscitado posições diferenciadas dos atores políticos, mas também dos observadores e das organizações internacionais.

JCF sugere posições que apenas possam ajudar a resolver o impasse vigente. “Só intervir se puder ajudar clarificar a situação”, sugeriu, admitindo haver um clima de “tensão política e social” na Guiné-Bissau, com “desavença” entre os atores políticos, e que qualquer declaração, “mesmo que bem-intencionada”, pode suscitar interpretações e especulações, que às vezes não correspondem à realidade dos fatos.

Sissoco Embaló tomou posse, mas decorre um contencioso na Justiça que tarda a posicionar.