A situação política na Guiné-Bissau e a escolha da próxima presidência da CPLP, estarão no centro das discussões dos Estados-membros nas próximas semanas
A Guiné-Bissau e o futuro da presidência da CPLP vão dominar a agenda da próxima reunião do Conselho de Ministros da organização, marcada para 19 de agosto, em Díli, Timor-Leste. A reunião será antecedida, a partir de quinta-feira, pelos encontros dos pontos focais e do Comité de Concertação Permanente.
Em relação à Guiné-Bissau, os ministros deverão apreciar um projeto de resolução sobre a situação política no país, tendo como referência o compromisso da CPLP com a estabilidade, a ordem constitucional e os princípios democráticos. A organização mantém esforços de diálogo para encontrar uma solução para a crise guineense.
A Guiné-Bissau encontra-se suspensa das atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral. A presidência rotativa da organização, que estava nas mãos de Bissau, passou, entretanto, para Timor-Leste.
Outro tema sensível será a próxima presidência da CPLP para o período 2027-2029. Na cimeira realizada em Bissau, em 2025, os Estados-membros não chegaram a consenso, estando em discussão candidaturas que incluem Brasil e Guiné Equatorial.
Para Cabo Verde, membro fundador da CPLP, o debate assume particular importância, tanto pela proximidade histórica e cultural com a Guiné-Bissau como pelo papel da organização na cooperação política, económica e social entre os países lusófonos.
A reunião deverá ainda abordar a agenda estratégica da CPLP para 2027-2033 e medidas destinadas a reforçar a cooperação económica e a proteção social dos cidadãos dos países membros.

