Os chefes da diplomacia dos nove Estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, reúnem-se hoje em Mindelo, com a presidência de Cabo Verde a tentar um entendimento sobre o tema da mobilidade dentro da organização
A XXIV reunião ordinária do Conselho de Ministros da organização lusófona decorre em São Vicente precisamente com o lema “A mobilidade como fator de coesão e construção de cidadania na CPLP”, que é também um dos temas a discutir internamente, segundo a agenda de trabalhos.
Cabo Verde assume atualmente a presidência rotativa da CPLP e apresentou um modelo de integração comunitária que prevê estadias até 30 dias no espaço da comunidade isentas de vistos e vistos de curta duração para profissionais, investigadores e docentes, além de autorizações de residência.
Esta proposta já foi aprovada anteriormente pelos ministros da Administração Interna da CPLP.
Conforme disse Luís Filipe Tavares, ontem, à Lusa, “nós somos confrontados pelas nossas populações, pelos nossos povos, de terem mais mobilidade no seio dos nove Estados-membros. Cabo Verde tem vontade política, Cabo Verde quer trabalhar com todos, nós queremos um acordo a nove, mas fizemos uma proposta de geometria variável, queremos um acordo de princípio e depois os países, entre si, poderão ajustar a forma de mobilidade que entenderem estabelecer entre eles”.
No entanto, o Governante acredita que é possível chegar a um acordo final nesta matéria até à cimeira de chefes de Estado e do Governo da CPLP, em 2020.
Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.


