Crescimento dos voos domésticos depende da reabertura internacional

0

Declaração é do Diretor Geral da TICV. Luís Quinta avança que o fecho das fronteiras teve um “peso significativo” na operação da companhia, que assegura ligações interilhas

O Diretor Geral da Transporte Interilhas de Cabo Verde, TICV, disse que o crescimento dos voos domésticos no Arquipélago depende da reabertura das fronteiras, para voos internacionais.

De acordo com Luís Quinta, em 2019, cerca de 40% dos passageiros que se apresentaram no ‘check-in’ nos voos interilhas utilizaram o passaporte como documento de identificação. “É óbvio que nem todos serão passageiros oriundos do exterior, mas já dá uma ideia da importância da abertura a voos internacionais para todos, não apenas para a TICV”.

Conforme as informações remetidas ao OPAÍS.cv, os voos domésticos não vão crescer significativamente, no mês de outubro, isso devido à não retoma dos voos internacionais regulares, nomeadamente com o regresso dos turistas.

“A continuar assim, temos sérias dúvidas que em outubro se ultrapasse a barreira dos 10.000 passageiros. Na nossa ótica é de absoluta e vital importância a abertura oficial ao exterior, com a consequente chegada e movimento de mais passageiros”, assumiu ainda Luís Quinta.

De realçar que a companhia, que há um ano assinalou um milhão de passageiros transportados em Cabo Verde, movimentou 6.800 passageiros em agosto, face os 43.900 passageiros em agosto de 2019, e 7.200 passageiros em setembro, face ao mesmo período do ano anterior.

Neste mês de setembro, a TICV estima movimentar 7.200 passageiros, registo 72,5% inferior ao mesmo mês de 2019.

Depois de mais de três meses e meio de ligações internas suspensas, por decisão das autoridades nacionais, para conter a progressão da pandemia de Covid-19, a TICV retomou em 15 de julho os voos domésticos, registando-se um crescimento progressivo no número de passageiros transportados. Contudo, o movimento de passageiros permanece significativamente abaixo dos níveis anteriores à pandemia da Covid-19, desde logo devido à suspensão, ainda em vigor, das ligações aéreas internacionais regulares.

De sublinhar ainda que desde 1 de agosto que está em vigor um corredor aéreo para voos essenciais entre Lisboa e as Ilhas de Santiago e de São Vicente, operados regularmente por duas companhias Portuguesas.

“Neste momento já estamos a ligar os passageiros que chegam com a TAP à Praia e a São Vicente às outras ilhas, e nas duas últimas semanas os passageiros que chegam com a SATA de Boston, via Ponta Delgada, à Praia, ligando às ilhas do Fogo e de São Vicente. Esperamos que estas companhias reforcem a sua oferta para Cabo Verde e esperamos também que outras companhias as sigam o mais breve possível”, explicou Luís Quinta.