Crise migratória em Ceuta. autoridades apontam 34 mortos e dezenas de milhares de entradas irregulares

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Os 34 mortos foram resgatados no mar depois de tentarem alcançar o enclave espanhol a nado a partir de Marrocos, durante uma vaga de entradas iniciada na quinta-feira

O presidente do Governo Autónomo de Ceuta, Juan Jesús Vivas, afirmou hoje que cerca de 60 mil pessoas terão entrado de forma irregular na cidade espanhola nas últimas 24 horas, segundo estimativas, numa crise migratória que já provocou 34 mortes.

O responsável classificou a situação como “insustentável”, lembrando que Ceuta tem cerca de 83 mil habitantes e não dispõe de capacidade para absorver uma pressão migratória desta dimensão.

Segundo Vivas, os 34 mortos foram resgatados no mar depois de tentarem alcançar o enclave espanhol a nado a partir de Marrocos, durante uma vaga de entradas iniciada na quinta-feira.

O presidente do Governo local comparou a dimensão do fenómeno a uma entrada proporcional de dezenas de milhões de pessoas em Espanha num curto espaço de tempo, destacando a magnitude da crise vivida na fronteira entre os dois territórios.

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