Centenas de pessoas manifestaram-se este domingo em Ceuta, exigindo uma resposta “imediata, decidida e proporcionada” das autoridades espanholas perante a pressão migratória que atingiu a cidade autónoma desde 30 de julho
Convocada pelas comunidades religiosas de Ceuta sob o lema “Basta já. Ceuta não se rende”, a concentração reuniu centenas de participantes na Praça da Constituição. Os manifestantes acusaram o Governo espanhol de “inércia” e “abandono” e reclamaram maior intervenção perante os desafios humanitários e de segurança.
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, apoiou a mobilização, mas sublinhou o seu caráter cívico e não partidário, defendendo que a cidade deve apresentar uma posição comum perante a crise.
Durante a manifestação, a vice-presidente da Assembleia de Ceuta, Fátima Hamed, alertou para a falta de capacidade da cidade para responder à dimensão da crise e defendeu que a proteção das fronteiras deve ser conciliada com a assistência aos migrantes mais vulneráveis, sobretudo menores.
A situação está também a gerar tensão diplomática entre Espanha e Itália. O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros criticou como “desproporcionada” a decisão de Madrid de reforçar controlos fronteiriços aleatórios aos viajantes provenientes de Itália.

