Esse número representa um aumento de 26% acima do período homólogo e mais do dobro do que o previsto no contrato de concessão
A Cabo Verde Interilhas, CVII, já transportou, desde o início da concessão, em 15 de agosto de 2019, até o fim do mês de fevereiro deste ano, 313 mil passageiros, 26% acima dos registos de transporte marítimo do mesmo período do ano anterior, “e 2,4 vezes mais do que o número de passageiros previsto no contrato de concessão”.
De acordo com o Administrador do grupo ETE, que lidera a CVII, Gonçalo Delgado, em declarações à Agência Lusa, o balanço destes primeiros seis meses da concessionária “é muito gratificante”, visto que no total foram 2.584 viagens realizadas, 80 mil toneladas de carga transportadas, incluindo 23.217 viaturas, entre as várias ilhas do País.
Viagens regulares e em segurança é o que o grupo ETE, garante aos Cabo-verdianos, conforme adiantou o seu Administrador, bem como asseguravam as várias ligações entre ilhas de forma isolada.
A CVII, recorde-se, assumiu em 2019 a concessão do transporte marítimo de passageiros e carga, por 20 anos, após concurso público internacional lançado pelo Governo. A empresa é liderada pelo grupo Português ETE, através da Transinsular, que detém 51% da CVII.



Em termos comparativos, em poucos meses, a empresa transportou aproximadamente 60% da população residente. Ainda assim, temos um Paicv a rogar pragas, maldizer, mentiras e mau agoiro à companhia. É tempo de a sociedade repensar se podemos ou devemos, nós os pagadores de impostos, continuar a financiar o Paicv. Parte dos impostos que a CVII recolhe em sede de IVA e reverte em favor do fundo partidário que alimenta as braburas desse partido político.
Se o Paicv continuar a tratar mal a iniciativa privada (nacional ou estrangeira) em Cabo Verde, é justo e natural que se questione o destino dos impostos que o Estado cobra das empresas privadas e dos cidadãos para serem usados para alimentar um partido político que só se interessa por trazer desconfiança em relação aos investimentos privados seja nacional ou estrangeiro. O Paicv só diz bem das empresas dos seus amigos e militantes. Repare bem: todos os dirigentes do Paicv são donos, proprietários e acionistas de empresas, jornais, banca de advogado e outros negócios em Cabo Verde. Sobre isso, nenhuma palavra. Todo o resto, é mau para o País, é mau para os interesses do País (diga do Paicv), é contrário ao interesse público (do Paicv). Para quê entregar os recursos dos contribuintes para serem vertidos num partido que só diz mal dos privado? Há, entretanto, aqui, um problema que o MpD não consegue gerir, e que consiste em desmascarar o cinismo seletivo do Paicv. No MpD, estupidamente, acredita-se que o Paicv fala mentiras e age contra o interesse público e privado. Porém, dirigentes e quadros do MpD acham que o povo é suficientemente lúcido para distinguir a inverdades do Paicv e, por isso este partido (MpD) dorme enquanto o Paicv cria um ambiente de terror contra as empresas. Qual o problema para o MpD e para Cabo Verde? Ante um ambiente de terrorismo imposto pelo Paicv e seus jornais e “opinion makers”, os investidores ou potenciais investidores se retraem e deixam de investir por falta de incentivos do mercado. Suas empresas ou o valor de mercado dessas empresas é diminuído pelo mau ambiente de negócios. O Governo não faz grandes reformas porque o ambiente político é minado, o País perde pontos no ranking de competitividade internacional, nossos concorrentes avançam e nós a ver navios. Com isto, as metas de crescimento económico do Governo não são atingidas e isto é tudo que o Paicv deseja, para então justificar-se que a iniciativa privada é perniciosa e contrária aos interesses de Cabo Verde (como tem feito em relação à Binter e à CVII). Portanto, o MpD está claramente a perder a batalha ideológica contra o Paicv.
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