Afirmação é do Primeiro-Ministro, proferida esta terça-feira durante o lançamento da CVSky, marcando uma nova etapa na aviação doméstica no País
Segundo o Chefe do Governo, a criação desta companhia de capital público resulta de uma aposta estratégica do Executivo, que considera a mobilidade aérea interilhas essencial para a coesão territorial, a soberania nacional e o direito à mobilidade dos cidadãos, além do seu impacto direto na economia.
Ulisses Correia e Silva reconheceu que o setor atravessou uma fase inicial exigente, mas garantiu que o projeto entra agora numa etapa de estabilização, com perspetivas de crescimento sustentado.
O Primeiro-Ministro destacou ainda a existência de uma procura não satisfeita no mercado, com dificuldades no acesso a lugares e na regularidade das ligações, sublinhando também a crescente pressão do turismo e da Diáspora por uma melhor articulação entre voos internacionais e domésticos.
Atualmente, a CVSky conta com dois aviões do tipo ATR e encontra-se em processo de aquisição de mais duas aeronaves, numa fase de expansão da sua capacidade operacional.
Para o Primeiro-Ministro, trata-se de um projeto estruturante que “já nasceu, está a estabilizar e vai continuar a crescer com consistência e sustentabilidade”, reforçando a conectividade entre as ilhas e contribuindo para o desenvolvimento económico do País.
Por sua vez, o Presidente do conselho de administração da CV Sky destacou que a entrada em operação representa “um momento importante para a mobilidade entre as ilhas”, sublinhando que a ligação aérea é “uma condição essencial para a coesão territorial, para a mobilidade dos cidadãos e para o desenvolvimento económico e social”.
“Queremos construir uma companhia sólida, fiável e sustentável, capaz de assegurar um serviço regular entre as ilhas e responder às necessidades de mobilidade dos Cabo-verdianos”, afirmou Manuel Lima, acrescentando que a empresa terá também um papel relevante na dinamização do turismo interno.


