Daesh garante que passou a controlar “fábricas, empresas e bancos públicos” na vila de Palma

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Agência de propaganda do Daesh, em comunicado, reivindica os ataques dos últimos dias no norte de Moçambique, onde fala na morte de pelo menos 55 pessoas

O avanço dos jihadistas está a desencadear uma fuga em massa para a capital da província. A Pemba continuam a chegar centenas de deslocados, alguns usaram até canoas para escapar à violência e pisar terra firme.

O grupo terrorista reivindica os ataques dos últimos dias. Fala na morte de pelo menos 55 pessoas e garante que passou a controlar “fábricas, empresas e bancos públicos”.

O ataque à vila de Palma aconteceu na última quarta-feira. Não se sabe quantas pessoas morreram, mas quem está no terreno fala num cenário macabro. Há relatos de dezenas de corpos espalhados pelas ruas e de residentes que morreram afogados quando tentavam fugir pela praia.

Palma é agora uma vila fantasma. O silêncio é apenas quebrado pelo barulho dos combates que opõem forças Moçambicanas a grupos de rebeldes.

A insurgência arrasta-se há mais de três anos e já provocou mais de 2 mil mortos e cerca de 700 mil deslocados, cerca de metade são crianças.

Com SIC Notícias