DEF esclarece que Nigerianos foram impedidos de entrar no País por não cumprirem exigências legais

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Recusa de entrada no País, no passado dia 13, a sete cidadãos Nigerianos, deveu-se, entre outros fatores, à falta de comprovação de meios financeiros para custear a estada em Cabo Verde

A Direção de Estrangeiros e Fronteiras esclareceu esta quarta-feira, 16, que os motivos da decisão prendem-se com a ausência de comprovativos legais obrigatórios, como meios de subsistência, termo de responsabilidade ou reservas de alojamento adequadas.

O grupo, diz a mesma fonte, era composto por dois conjuntos de passageiros, sendo um de cinco e outro de dois, provenientes do Senegal num voo da Transavia.

De acordo com o comunicado, quatro dos cinco passageiros do primeiro grupo declararam ter pago entre 2.000 e 2.400 dólares à quinta integrante, alegadamente organizadora da viagem, para custear a vinda a Cabo Verde.

No entanto, à chegada, esta apenas dispunha de 400 dólares e um cartão de crédito inválido.

A DEF acrescenta que os restantes passageiros não possuíam qualquer valor monetário, cartões bancários ou documentação que justificasse a estadia no país por 14 dias, apenas uma reserva de hotel para duas noites e para três dos cinco elementos.

Ainda segundo a nota, após a recusa de entrada e notificação para regressar no mesmo voo, os passageiros recusaram-se a embarcar e criaram desordem na sala de embarque, perturbando outros viajantes.

Duas mulheres, consideradas instigadoras, foram temporariamente separadas por motivos de segurança e encaminhadas ao Comando Regional, sendo depois novamente conduzidas à sala de espera.

Um dos elementos foi assistido no posto clínico do aeroporto por alegar mal-estar.

A DEF garante que, apesar do comportamento considerado hostil, “em nenhum momento houve violência policial”, referindo que os cidadãos tiveram acesso a comunicação com familiares, alimentação e apoio básico.

O segundo grupo de dois passageiros foi igualmente impedido de entrar no País, pelos mesmos motivos de ausência de meios de subsistência.

Quanto a acusações de racismo, a DEF repudiou “em absoluto” tais alegações, sublinhando que Cabo Verde é um País inclusivo e que a recusa de entrada se baseou apenas na não observância das condições legais.

A PN refere ainda que em 2024, apenas 0,4% dos passageiros de 59 nacionalidades viram a entrada recusada.

No caso específico de cidadãos Nigerianos, no ano passado entraram 1.495 pessoas e 28 foram recusadas.

Este ano, até 16 de abril, já entraram 699, tendo sido negada a entrada a 80.

Direção de Estrangeiros e Fronteiras reitera que, mesmo com a isenção de visto garantida pela CEDEAO, todos os cidadãos estrangeiros estão sujeitos às mesmas condições legais de entrada no País.

2 COMENTÁRIOS

  1. No Facebook muitas pessoas acusaram a Policia Nacional de racismo e xenofobia, mesmo não conhecendo a forma como tudo aconteceu. Todos sabemos que há muitos empresários cabo verdeamos da Ilha do Sal e na Boavista , em colaboração com estrangeiros, que pretendem montar um turismo de droga e prostituição, utilizando para tal mulheres e correios de droga da costa ocidental africana. Vejam a droga apanhada vinda da Guiné Bissau. Qual a nacionalidade que anima a prostituição nas ilhas turísticas. Há prostituição cabo Verdiana ? Há sim. Mas, mandar vir mulheres de fora ? Curiosamente, são pessoas de um determinado partido que atacaram a policia com acusações.

  2. Existe racismo em relação a esses passageiros? Sim, existe. Quanto ao cumprimento das leis, cabe às autoridades competentes investigarem. Os cidadãos nigerianos são frequentemente considerados persona non grata em muitos aeroportos, e sabemos bem os motivos. A livre circulação, na prática, não tem trazido benefícios significativos para os cabo-verdianos. Nu larga star di CEDEAO e nu fazi akordus bilaterais ku Senegal e Guiné Bissau.

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