Democracia não é teatro de vitimização

CABO VERDE aproxima-se das eleições legislativas de 17 de Maio. Um momento nobre da nossa democracia, onde os cidadãos irão escolher o rumo do país.

Mas uma eleição mede-se não apenas pelo voto.

Mede-se também pela qualidade do debate que a antecede e neste item vê-se que Francisco de Carvalho não tem pergaminhos para governar Cabo Verde.

Nos últimos tempos, o candidato do Paicv , tem afirmado sentir-se perseguido pela justiça Cabo-verdiana , sugerindo motivações políticas ligadas ao governo e ao movimento para a democracia.

Nada mais falso!

Acusações desta natureza são graves. Porque quando se coloca em causa a independência da justiça e a pretende trocar por milícias e tribunais populares a coberto da polícia política, Francisco de Carvalho não está apenas a criticar adversários políticos (MPD e Ulisses) – está-se a tocar num dos pilares do Estado de Direito.

Mais preocupante ainda é saber que apoiantes do candidato nos Estados Unidos terão dirigido comunicações a Senadores do Estado de Rhode Island alegando  perseguição judicial em Cabo Verde, quando é sabido que Francisco Carvalho fatiotou os milhares de dólares que os EUA pagaram ao mesmo pelo terreno onde está sendo erigido a sua Embaixada, sem que pagasse ao Clube de Tênis o valor do espaço que lhes pertencia.

TRUMP tem informação sobre o homem e não são boas.

Se a luta politica interna começa a ser projetada para arenas políticas estrangeiras com o objetivo de desacreditar as nossas instituições, então algo está profundamente errado.

Cabo Verde construiu ao longo de décadas uma reputação rara: estabilidade política , respeito pelas instituições e eleições livres e credíveis.

Essa reputação não pertence ao Movimento Para a Democracia. Nem ao PAICV .

Pertence a todos os Cabo-verdianos!

As eleições não devem ser uma guerra entre partidos.

Devem ser uma disputa de ideias, programas e soluções para o país e neste quesito o ULISSES é de fato o governante mais preparado para continuar a dirigir Cabo Verde a partir do dia 17 de Maio.

O eleitor merece propostas  – não narrativas de perseguição invocada por FC  – o homem de natureza conflituosa.

Sabe-se que as campanhas passam.

Partidos alternam-se.

Mas as instituições da República devem permanecer acima de qualquer disputa.

No dia 17 de Maio , o povo decidirá.

E decidirá como sempre fez: com liberdade, consciência e dignidade.

Que até lá saibamos preservar aquilo que sustenta a nossa democracia.

As Instituições!

Sem elas não há democracia.

Sem elas não há República.

Sem elas não existe Cabo Verde tal como o conhecemos e não queremos retroceder no tempo.

Campanhas passam.

Instituições ficam.

É isso nunca deve ser esquecido!