Num tempo em que alguns voltam a flertar com ideias autoritárias e discursos de ódio, é urgente reafirmar o valor da liberdade e da estabilidade democrática conquistada pelo povo cabo-verdiano.
O que o PAICV não quer perceber — ou talvez não queira aceitar — é que Cabo Verde, nos últimos anos, soube manter o chão firme da estabilidade.
Superou a pandemia com uma das maiores taxas de crescimento da África, atingindo 17,7% em 2022 e mais de 7% em 2024.
A pobreza diminuiu, a inflação manteve-se controlada, o turismo bateu recordes e os salários subiram.
A OMS reconheceu Cabo Verde como país livre da malária — um símbolo inequívoco do que acontece quando se governa com método, paciência e responsabilidade.
Esta estabilidade não é abstrata: traduz-se em rendimento para as famílias, confiança para os empresários e esperança para os jovens.
É o reflexo de um país que aprendeu a crescer com seriedade e a planear o seu futuro com visão.
Contudo, perante as dificuldades naturais de um pequeno Estado insular, há quem prefira o caminho fácil da destruição verbal.
Com discursos inflamados, tentam pintar o país de negro, explorando o descontentamento momentâneo para instalar o medo e a divisão.
Mas o que oferecem, afinal?
Nada de novo — apenas as velhas receitas do passado: partido único, milícias populares e tribunais de zona.
Propostas que pertencem a um tempo de repressão e não a um tempo de liberdade.
Cabo Verde não pode e não deve voltar atrás.
A nossa democracia é imperfeita, sim, mas é a maior conquista da nossa história contemporânea.
E é ela que permite a crítica, o pluralismo e a alternância de poder — pilares de qualquer sociedade livre.
Por isso, defender o sistema democrático é defender Cabo Verde.
Defender a liberdade é defender o futuro dos nossos filhos.
E resistir à tentação dos populismos autoritários é o verdadeiro teste de maturidade política do nosso tempo.


