Deputada do Bloco Esquerda diz ser perseguida pelo Chega por ser “mulher lésbica”

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Mariana Mortágua diz ser muito criticada por causa da sua orientação sexual, sublinhando que os processos judiciais contra ela continuarão a subir de tom e de nível. “Eu não quero saber se és lésbica ou trans, ou outra coisa qualquer”, respondeu Ventura

A Deputada do Bloco Esquerda Português, Mariana Mortágua, disse ontem, numa entrevista à SIC Notícias que é muito perseguida pelo Chega, simplesmente por ser uma “mulher lésbica”.

Mortágua precisou que há vários processos judiciais contra ela, dirigidos pelo Partido da Extrema Direita Português, sublinhando que os mesmos “vão continuar a subir de tom e a subir de nível” também por ser “filha de um resistente anti-fascista”.

A parlamentar bloquista referiu a três processos judiciais de que foi alvo: um pelo dono da Global Media, Marco Galinha, e dois por “um membro destacado do Chega”. A deputada referiu que o primeiro processo se deve ao facto de ter acusado o sócio de Marco Galinha de ser “um oligarca russo”.

Mariana Mortágua tinha escrito, em 2018, no Twitter que “virá o dia em que ser ministra e mulher, ministra e mulher lésbica, será indiferente. Ainda não estamos lá”. Esta segunda-feira, em direto, Mariana Mortágua assumiu sentir-se criticada também pela sua orientação sexual.

Entretanto, André Ventura, líder do Chega, já reagiu no Twitter: “Mariana Mortágua, eu não quero saber se és lésbica ou trans, ou outra coisa qualquer, mas se recebes dinheiro público indevido ou acumulas salários de forma ilícita enquanto deputada, isso já me preocupa!“.