Filomena Martins acredita que a “festa populista, autoritária e administrativa” que o PAICV vive atualmente passará
A Deputada do PAICV pela ilha de São Vicente, também ela membro do denominado Grupo de Reflexão, está contra o modelo que o seu Partido está a laborar. Em uma publicação na rede social Facebook, Filomena Martins recusa a ideia de que o seu Partido seja “populista”, mas admite que o PAICV, com a atual Direção, está a ser “populista, autoritária e administrativa”, uma fase que ela espera passar. Quando isso ocorrer, adianta, “as pessoas de bom senso, ouvir-se-ão, reencontrar-se-ão”.
A publicação de Filomena Martins atiçou o feeling de vários seguidores, gente do PAICV inclusivé. Um deles é o próprio José Maria Neves que meteu um “gosto” na sua publicação, dando a ideia de que ele que liderou o PAICV e o governo, por largos anos, estará de acordo com o conteúdo da publicação da sua antiga Ministra.
Outros nomes do PAICV, alegadamente afastados pela liderança de Janira Hopffer Almada também comentaram o texto de Martins. Nelson Centeio, por exemplo, que liderou o PAICV em Santiago Sul, e que acabou afastado por JHA e seus correligionários, comentou, observando que “o que assistimos na última década (2014, ?), é o esvaziamento e interpretação errada do pensamento de esquerda para satisfazer caprichos de um sonho recalcado”.
Euclides de Pina, também antigo Deputado do PAICV observou que “as ações de hoje (no PAICV) me levam a pensar duas vezes se o caminho e as estradas percorridas nos últimos anos são de esquerda ou de um semi direita indefinido”.



Dizia há dias um amigo meu próximo do Paicv:” a JHA acabou por destruir aquela coisa extraordinária que dava vida, beleza e servia como ponte e cimento do partido…a coabitação de duas gerações que, ao exterminar levianamente a antiga, destruiu o partido. Cabe ela agora assumir que está a refunda-lo com os pressupostos duma coisa que ninguém até agora conseguiu perceber”.
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