Luís Carlos Silva intervinha no Parlamento, no momento da abertura da primeira sessão ordinária do mês de junho
A posição do Deputado surgiu na sequência do debate sobre privatizações das Infraestruturas económicas do País, proposto pelo PAICV, tendo na ocasião instado o Governo a intensificar a abertura e conectividade interna e externa do País, pela via aérea, marítima, mas também pela via da tecnologia.
“A abertura à participação do privado no processo de desenvolvimento é ainda essencial para permitir ao Governo espaço, tempo e recurso para se focar nos setores da soberania, na edificação de uma arquitetura institucional inclusiva, ágil e eficaz, para se (Governo) posicionar como promotor, estimulador e regulador do mercado e que assuma com ainda maior determinação a função de proteger os mais desfavorecidos”.
De acordo com Luís Carlos Silva, nesse sentido pode-se dizer que se está em condições de melhor explorar as vantagens comparativas de Cabo Verde, aumentar a sua resiliência e abraçar a inovação para aumentar a produtividade, num quadro de igualdade de oportunidades.
Na ocasião, ele fez referência aos impactos da pandemia relativamente na economia do País, segundo o mesmo a pandemia colocou um “estress” as Democracias Liberais e também os impôs alguma fragilidade.
“Este é o debate nacional de um tema internacional que está a fazer correr muita tinta pelo mundo fora, onde se tenta, de todas as formas, abrir o debate sobre os pilares da Democracia Liberal, neste caso particular, sobre a economia de base privada”, completou.
O Deputado realça que se têm “a plena noção” de que nenhuma Democracia Liberal conseguiu atingir uma igualdade plena entre os seus, no entanto, no geral diz “ser o melhor sistema para atingir a igualdade”.
“Não existe nenhum outro modelo que tenha um desempenho melhor em termos de direitos civis, políticos, económicos e em matéria de dignidade da pessoa humana”, finalizou.
O Parlamento está reunido desde a manhã de hoje, na primeira sessão de junho.


