Detido militar suspeito de ter provocado explosões na Guiné Equatorial

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Anúncio foi feito pelo vice-Presidente daquele País, Teodoro Nguema Obiang

As autoridades da Guiné Equatorial detiveram um militar das forças especiais, suspeito de ter provocado as explosões no quartel de Nkuantoma, que mataram mais de 100 pessoas, anunciou hoje o vice-Presidente Equato-guineense, Teodoro Nguema Obiang.

“Detivemos um militar das forças especiais como suspeito de ter provocado a catástrofe que aconteceu no acampamento de Nkuantoma, mas para tranquilidade de todos a investigação continua aberta”, escreveu Teodoro Nguema Obiang, conhecido como ‘Teodorin’, numa publicação na sua conta na rede social Twitter.

Numa publicação posterior, sublinhou que as investigações às causas da explosão continuam.

“Queremos saber o que na realidade se passou para evitar que se repita este tipo de sinistros no nosso País”, disse.

A cidade portuária de Bata, na parte continental da Guiné Equatorial, foi abalada no domingo por uma série de explosões num quartel militar, que provocaram a morte a pelo menos 105 pessoas e ferimentos em outras 615, além de um número indeterminado de desalojados e avultados danos materiais.

Imediatamente após as explosões, o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, anunciou ter pedido às instâncias competentes para conduzirem uma investigação, afirmando que foram causadas por queimadas em “terras próximas” e por “negligência da unidade” encarregada de proteger os explosivos.