Dia Internacional das Pessoas com Deficiência marcado por uma série de atividades

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“É um dia para reflexão”, diz o Presidente da ADEVIC, Marciano Monteiro. É que, afirma, há inúmeras situações que continuam a preocupar a ADEVIC e que exigem de todos esforços no sentido de as colmatar

O Presidente da ADEVIC, Marciano Monteiro, considera que o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é, antes de mais, um momento de reflexão sobre a vida das pessoas. “É para estarmos juntos e refletirmos sobre algumas questões que têm a ver com a  nossa vida e o nosso quotidiano e sensibilizar a Sociedade civil e as autoridades para a causa das pessoas com deficiência”, precisou.

“Educação Emocional para Empoderamento das Pessoas com Deficiência” e “Saúde Sexual Reprodutiva nas Pessoas com deficiência” são temas que dão mote a palestras, de entre outras atividades alusivas ao dia. Entretanto, diz Marciano Monteiro, que não basta realizar palestras se continuamos a ter os mesmos problemas.

O Presidente da ADEVIC diz, por exemplo, que as pessoas com deficiência continuam a sofrer por causa da falta de acessibilidades, que lhes dificulta, e de que maneira, no acesso aos serviços, mas também no emprego e na autonomia.

“O emprego é, em certa medida, um problema generalizado, mas a nós nos preocupa porque se as outras pessoas têm dificuldades, para os deficientes visuais é duas ou três vezes mais. Mas há outras questões que nos preocupam que têm a ver com as famílias que não deixam as pessoas com deficiência saírem para fazerem a sua vida e isso só dificulta o futuro da pessoa. Entendemos que a pessoa tem que ter a sua autonomia e independência para fazer a sua vida normal”, apontou o responsável.

Para além desses e outros problemas cita, igualmente o representante da ADEVIC, a prevalência do VIH/SIDA no seio das pessoas com deficiência que, como diz, “é uma inquietação nossa e de outros organismos que trabalham na matéria”.

“Não há assim grandes aumentos, mas há e nos preocupa muito. Neste momento, estamos a querer desencadear ações junto dos parceiros e entidades com responsabilidades nesta matéria a ver se conseguimos fazer com que as pessoas com deficiência possam distinguir os comportamentos menos adequados que acabam por fazer aumentar o risco da infeção. É uma preocupação que a ADEVIC tem e que outros organismos também têm”, disse Monteiro que adianta, entretanto, estar a apostar na formação, escolarização e reabilitação para a inclusão das pessoas com deficiência.

Segundo o III Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva a prevalência do SIDA nas pessoas com deficiência vai de duas a seis vezes maior do que na população geral.

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