Digital é a via para Cabo Verde ser um País central

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Posição é defendida pelo vice Primeiro-Ministro, reafirmando que não se deve pensar Cabo Verde de dentro para fora, mas, sim, de fora para dentro

O Governo aprovou e publicou o Plano Digital de 2018-2030, e esse plano mostra que o Executivo quer fazer do País um Estado Digital e desenvolvido. Para o efeito, o vice Primeiro-Ministro sublinhou que uma forma de fazer de Cabo Verde um País Central é pela via do digital.

Olavo Correia falava aos Jornalistas à margem da sua visita na manhã de hoje, à incubadora DNA-Praia, enquadrada no âmbito das políticas ativas de emprego.

De acordo com o também Ministro das Finanças, tendo em conta que Cabo Verde é um País diaspórico, com cidadãos em todos os Continentes, e com “Cabo-verdianos de sucessos” em todas as áreas, daí ser necessário usar o digital para unir o povo em prol do desenvolvimento do Arquipélago e transformar Cabo Verde de um País periférico e arquipelágico, num País central, por isso “devemos fazer uma aposta forte no digital”.

Com este plano quer-se que os jovens aproveitem das suas competências e criar produtos para o mundo e não só para Cabo Verde, cujo mercado é pequeno.

“Repara que usando o digital, qualquer jovem Cabo-verdiano que for bom, for excelente pode desenvolver produtos e serviços em Cabo Verde e vender à escala do mundo. É completamente diferente pensar em Cabo Verde com 500 mil habitantes ou um milhão de habitantes, olhando para os turistas, do que pensar no mercado Sub-regional ou no mercado global”, referiu.

Para isso, indicou, o Estado está a criar todas as condições para que os jovens dominem as línguas, as tecnologias, e que tenham a noção da cultura. “A cultura do sucesso, do trabalho, do esforço, do empreender, para que os jovens sejam um jovem do mundo e no mundo”, pontuou.

Olavo Correia afirma que o que se quer também com esse plano é ter, cada vez, menos intervenção humana entre a máquina pública e os cidadãos. “Se precisamos de um documento qualquer, não é preciso nenhuma intervenção humana para termos o documento. Antigamente para se fazer um pagamento internacional era uma dor de cabeça, mas atualmente não é assim”, exemplificou o Ministro, garantindo, que é a “mesmíssima coisa” que se vai fazer com os serviços mobile, para que “ninguém fique a depender de ninguém”.

O número 2 do Governo avança também que o tempo que se gasta com a burocracia, é o mesmo tempo que se devia estar a investir em outras coisas, como criar valor, para que cada um cuide da sua vida, e não estar “amarado” em coisas que “não criam” valores.