A diplomacia Chinesa recusou hoje comentar o afastamento de Qin Gang do cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros, após ter estado mais de um mês desaparecido de cerimónias públicas.
“Sobre este assunto, a agência, noticiosa oficial, Xinhua já publicou informações. Podem consultá-las”, respondeu a porta-voz do ministério, Mao Ning, referindo-se ao despacho publicado pela imprensa estatal, na terça-feira.
Conforme Xinhua, referiu no comunicado do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, de apenas uma frase, a informar sobre a substituição de Qin pelo antecessor Wang Yi. O comunicado não apresenta nenhuma razão para a substituição ou desaparecimento de Qin Gang.
Não é ainda claro se Wang Yi, que desempenhou as funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros entre 2013 e 2022, vai ocupar o cargo interinamente, até que um funcionário mais novo seja designado.
Qin Gang não aparece em público desde 25 de junho, dia em que se reuniu em Pequim com responsáveis do Sri Lanka, da Rússia e do Vietname, e, desde então, tem estado ausente de vários eventos diplomáticos, suscitando variadas especulações sobre o seu paradeiro e sobre a sua situação.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros apagou hoje também do seu portal várias referências ao ex-ministro. Na secção “Atividades dos líderes do Ministério”, agora coberta por notícias sobre o trabalho dos vice-ministros Ma Zhaoxu e Deng Li, as menções a Qin Gang desapareceram.


