Diretor Nacional de Pesca e Aquacultura recomenda adoção do Palangre de Fundo em Cabo Verde

Carlos Monteiro falava no Mindelo, durante a apresentação dos resultados preliminares de 6 meses de atividades

O Diretor Nacional de Pesca e Aquacultura, DNPA, Carlos Monteiro, recomendou, na terça-feira, na Cidade do Mindelo, que Cabo Verde adote a técnica de pesca com Palangre de Fundo, à semelhança do que já acontece em outras regiões insulares com caraterísticas semelhantes ao Arquipélago.

A recomendação foi feita no âmbito da apresentação do relatório preliminar da Campanha de Pesca Experimental com Palangre de Fundo, realizada entre maio e setembro de 2024, ao largo das Ilhas de São Vicente e Santo Antão. Segundo Carlos Monteiro, os resultados da campanha são “francamente positivos”, o que sustenta a proposta de adoção desta arte de pesca.

Monteiro destacou que o Palangre de Fundo é uma técnica inovadora que representa uma “grande oportunidade” para o setor das pescas em Cabo Verde, ao permitir “promover, diversificar e impulsionar” uma nova cadeia de valor no segmento da pesca semi-industrial, tanto para abastecimento do mercado interno quanto para fins de exportação.

Citado numa publicação na página oficial do Ministério do Mar na rede social Facebook, o Diretor Nacional enfatizou a importância de “acreditar e experimentar”, salientando o caráter inovador desta iniciativa.

Durante os 6 meses da campanha experimental, foram utilizadas 3 embarcações de boca aberta, com comprimentos de 6, 8 e 9 metros. Ao todo, foram capturadas 28,445 toneladas de peixe. A garoupa madeira-rocha liderou as capturas, representando cerca de 34% do total, seguida da moreia 16%, e do esmoregal 13%.