Dirigente do MpD nega acusações da JPAI

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Ao OPAÍS.cv, Cláudia Almeida nega acusações de ameaça e agressão à Coordenadora da JPAI, em Ribeira Grande de Santiago

A dirigente do MpD e antiga Vereadora da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, Cláudia Almeida, diz que “não é verdade” as acusações da JPAI contra a sua pessoa e acusa Elsa Vaz de estar a fazer-se de vítima, “como é coisa do PAICV”, adiantando que o PAICV deveria preocupar-se com onda de violência perpetrados por seus dirigentes, militantes e simpatizantes, nas últimas campanhas eleitorais naquele Município da Ilha de Santiago.

A ex- Vereadora negou hoje todas as acusações feitas pela JPAI, de que a mesma teria ameaçado e tentado agredir, Elsa Vaz, Coordenadora da JPAI na Cidade Velha, na sequência dos resultados eleitorais do dia 25.

Ao OPAÍS.cv, Cláudia Almeida explicou que tudo não passa de inverdades. Segundo ela, Elsa Vaz está a vitimizar-se.

A política confirma que foi ao local de trabalho de Elsa, mas no sentido de ter um diálogo “saudável” entre as duas jovens com “responsabilidade política”.

As duas, disse, conversaram por algum momento numa das salas de reuniões da OMCV, onde, Cláudia Almeida teria dito “se era possivel fazermos política com mais elevação”, sem ofensas pessoais, sem injúrias e sem denegrir imagens uma das outras nas redes sociais, “já que um dos propósitos das juventudes partidárias é incentivar os jovens a enveredar pelas boas práticas de convivências sociais e políticas”.

A JPAI alegou que Cláudia Alemeida teria ameaçado Elsa, exemplificando com o que teria acontecido com a jovem que foi baleada na Ilha do Fogo. Sobre o mesmo, a acusada afirmou que “não é verdade”, de que tinha sim dado como exemplo a situação da Ilha do Fogo, porque não se quer que algo do tipo volte a acontecer, pelo que a elevação na política precisa-se.

Face ao que aconteceu no Fogo, ela disse que queria alertar a Elsa, o fato de ser uma titular de cargo político com direito de estar protegida nos termos da lei, contra ameaças, injúrias e difamação por parte de outros cidadãos. “É essa a verdade dos fatos”, precisou, sublinhando que em nenhum momento a ameaçou “de coisa alguma”.

Cláudia Almeida chamou de deselegante a postura de Elsa Vaz, já que terminaram a iniciada conversa num café, uma vez que a sala de reuniões da OMCV, não oferecia sigilo, e que no final da conversa trocaram os contatos para uma outra conversa.

“Acho estranho que ela tenha voltado atrás na decisão que consensualmente tomamos e se tenha armado agora em vítima. Coisa do PAICV”, ajuntou.

Por seu lado, Almeida acusou o PAICV na Ribeira Grande de ter desencadeado uma onda de violência, nos últimos dias de camapanha eleitoral naquele Concelho, onde militantes do MpD foram ameaçados e agredidos com coronhadas de armas de fogo, e armas branca. Inclusivé a viatura de um Deputado da Nação e de dois militantes do maior Partido Autárquico, foram “combardemente” vandalizadas em São Martinho Grande, Porto Mosquito e João Varela.