Aos viajantes foi pedido medidas de proteção e quarentena voluntária domiciliar
À imprensa e sem querer avançar muitos pormenores acerca da situação do País, disse o Diretor Nacional da Saúde, DNS, que em Cabo Verde a Constituição não permite a quarentena de pessoas, porque seria a privação da liberdade.
“A Constituição não permite fazer internamentos compulsivos, quarentena e sediar pessoas em espaços. A não ser que haja motivos concretos e os tribunais podem ser acionados para isso. Mas pensamos que ainda não temos uma situação que implique acioná-los para obrigar as pessoas”, disse Artur Correia, afirmando, no entanto, terem entrado no país 20 pessoas até à noite de segunda-feira, 3.
As pessoas que deram entrada no País são cidadãos Chineses e estudantes Cabo-verdianos. Todos eles, diz Artur Correia, foram recebidos por uma equipa no Aeroporto e passaram pela triagem no quadro do sistema de vigilância montado.
As equipas de Saúde têm toda a orientação técnica, afirmou o responsável, e estão a seguir de perto essas pessoas e os seus familiares e há toda uma recomendação no sentido de respeitarem as medidas de segurança para evitarem a entrada ou a propagação do vírus.
Como não é possível a quarentena, o Ministério pediu às pessoas que façam uma quarentena voluntária domiciliar, com medidas protetoras e de restrição social.
Uma dessas medidas, adiantou o DNS, é evitar a convivência, a partilha de utensílios, o contato e os espaços onde há multidão.
“Pedimos que durante esses 14 dias que façam um esforço limitando os convívios sociais na família, que façam o uso de máscaras e a reserva de talheres. Se todos fizerem isso com certeza que barraremos a entrada do vírus”, recomendou.
De referir que a China elevou hoje para mais de 400 o número de mortos e mais de 20 mil infetados. O surto já chegou à Bélgica.


