Bispo de Santiago insta o Governo a continuar o trabalho “com inteligência”, mas adverte que cada cidadão deve “agir como bons gestores”
Em face da pandemia da Covid-19, a afetar Cabo Verde desde março de 2020, depois a guerra da Rússia na Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, o Governo “agiu bastante bem” na gestão das duas crises que impactaram a vida nas Ilhas.
O reconhecimento público é do Bispo de Santiago. O Cardeal Dom Arlindo Furtado acentua que Cabo Verde “está de parabéns” pela gestão feita.
Dom Arlindo reconhece que sobretudo de 2020 em diante, o mundo todo ficou “muito conturbado” com tudo o que aconteceu, primeiro a pandemia, depois a guerra na Ucrânia.
“É desgraça sobre desgraça” lamenta o prelado Cabo-verdiano que no entanto acredita “que é possível, com o esforço humano, com a inteligência humana, a sabedoria humana, a humanização dos homens, atenuarmos isto”.
À TCV na última noite, Dom Arlindo Furtado acentua que o nosso País “está de parabéns”, pois no meio de “tantas dificuldades, tanto sofrimento, toda a gente, desde governantes a governados, os que mais têm, aos que menos têm, sofremos muito com isso”.
“Caímos num mundo de incerteza muito grande, mas houve um grande djunta-mon e fomos atenuando”, reconhece o Bispo, enaltecendo, mais uma vez, a forte ação do Governo liderado por Ulisses Correia e Silva.
“O Governo agiu bastante bem. Reconhecemos isso”, disse, instando o Governo a “continuar esse trabalho” que deve ser feito “com inteligência”.
Dom Arlindo observa, no entanto, que cada cidadão deve agir “como bons gestores”.
“Temos que aprender na escola da vida a sermos bons gestores”, insistiu Dom Arlindo, advertindo que “todos, ricos e pobres” devem fazer este aprendizado, mas avisa que são precisos gestores “não para guardar” ou “economizar” apenas, mas gestores “para economizar e investir”.
“Não podemos gastar à toa o que temos. Temos que pensar no futuro e pensar nos outros. Produzir riquezas e dar trabalho aos outros”, insistiu.
O Bispo de Santiago diz acreditar que o pior das crises já tenha passado embora admita que vivemos num “horizonte de indefinição, mas acho que o pior já passou”.
“Devemos continuar a lutar para que haja melhores condições de vida, para que cada um possa viver com maior dignidade mas sobretudo do seu próprio trabalho”, sugeriu, ainda.


