O presidente norte-americano declarou ontem, sábado, 31 de outubro, que Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula da Silva nas eleições presidenciais brasileiras de há uma semana, poderá permanecer nos Estados Unidos pelo tempo que desejar, numa posição que poderá agravar as tensões diplomáticas entre Washington e Brasília
Falando aos jornalistas na sua residência de Mar-a-Lago, na Florida, Donald Trump criticou o processo eleitoral brasileiro, classificando-o como uma vergonha, apesar de observadores internacionais terem considerado as eleições livres e justas.
Flávio Bolsonaro, filho do antigo presidente Jair Bolsonaro, chegou a Miami na quarta-feira, 28 de outubro, depois de abandonar o Brasil na sequência da derrota eleitoral. O ex-candidato é alvo de investigações por suspeitas de branqueamento de capitais e saiu do país apesar de restrições judiciais relacionadas com o seu passaporte.
O Governo norte-americano concedeu-lhe uma autorização temporária de permanência, válida até outubro de 2027. Entretanto, o secretário de Estado, Marco Rubio, negou envolvimento direto da administração Trump na saída de Bolsonaro do Brasil.
Apesar de abrir as portas ao político brasileiro, o líder norte-americano afirmou não ter planos para se reunir com ele. Segundo a Agência Reuters, Washington também não pretende, neste momento, apoiar as suas pretensões de se apresentar como legítimo vencedor das eleições.
A situação coloca um novo desafio às relações entre os dois países, numa altura em que Lula da Silva procura manter aberto o diálogo diplomático com a administração norte-americana.





