Uma dezena e meia de associações esteve reunido com o Governo de Portugal, ontem, terça-feira, 29, na sequência dos distúrbios que ocorreram em decorrência da morte de um Cabo-verdiana, na Cova da Moura na semana passada
O Governo de Portugal manteve ontem, uma reunião com diversas associações que representam as várias sensibilidades da aérea metropolitana de Lisboa, num momento que serviu para identificar os problemas, mas que no entanto não identificou soluções.
O Ministro da Presidência, colocou a tónica em resolver os problemas da vida das pessoas, sobretudo daquelas que vivem em bairros sensíveis.
António Leitão Amaro vincou que se deve “combater as formas de discriminação”, e acentuou que o Governo liderado por Luís Montenegro tem uma “grande atenção” à vida concreta das pessoas.
A Associação Moinho da Juventude, que tem sua sede na Cova da Moura, bairro onde o Cabo-verdiano Odair Moniz foi baleado pela PSP e que esteve na origem da sua morte, pediu medidas mais objetivas.
Jaquilson Pereira que lidera a Associação diz ter saído do encontro “com alguma esperança”, mas adverte que a expetativa “tem de ser materializado”.
A SOS Racismo que desde a primeira hora denunciou uma morte violenta mostrou-se, entretanto, desiludido com o encontro, e lamentou que o Diretor Nacional da PSP não tenha sido demitido.
Para Mamadou Ba, o chefe da PSP “não tem condições para se manter no cargo”, pois que “encobriu fatos”.
“Deixou-nos bastante desconfortáveis ouvir o Ministro reafirmar a confiança da sua polícia”, lamentou.
Quanto ao pedido de “suspensão imediata” do Agente da PSP envolvido no assassinato do Odair Moniz, Ba diz não ter recebido qualquer resposta dos Ministros.


