País cresceu 7,3%, impulsionada pelo consumo privado e pelas exportações de serviços, especialmente do turismo
O Banco de Cabo Verde apresentou hoje o Relatório de Política Monetária referente, destacando o forte dinamismo da economia nacional em 2024, que cresceu 7,3%, impulsionada pelo consumo privado e pelas exportações de serviços, especialmente do turismo.
O relatório, apresentado pelo Governador Óscar Santos, sublinha que a taxa média de inflação caiu para 1% em 2024, refletindo a queda dos preços dos produtos energéticos e alimentares nos mercados internacionais.
Nas contas externas, o País registou um superavit de 3,7% do PIB, graças ao bom desempenho do turismo, reexportações e remessas, o que permitiu o aumento das reservas externas líquidas para cobrir 6,5 meses de importações.
No entanto, as previsões para 2025 e 2026 indicam uma moderação no crescimento.
O PIB deverá crescer 5,5% em 2025 e 5,0% em 2026, impactado pela desaceleração da economia global, aumento das importações e abrandamento das exportações de serviços. A inflação média deverá subir para 1,8% em 2025 e 1,4% em 2026.
O saldo da balança corrente deverá recuar para 2,9% do PIB em 2025 e 2,6% em 2026, reflectindo a moderação nas receitas de turismo e nas remessas. Apesar disso, as reservas devem manter-se em níveis confortáveis, assegurando cobertura para cerca de 6 meses de importações.
Em resposta ao cenário internacional incerto e para reforçar a estabilidade monetária, o BCV anunciou a manutenção das principais taxas de juro, exceto a taxa da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez (FPA), que foi aumentada em 30 pontos base, de 1,95% para 2,25%. A medida visa reduzir a atratividade dos depósitos externos e dinamizar o mercado monetário interno, sem impacto direto sobre os juros para famílias e empresas.



Duvido que haja moderação nas receitas do turismo, sabendo que na ilha do Sal um novo empreendimento de 600 quartos (+/-) 1200 camas vai abrir em Julho próximo. Também se não houver empecilhos da parte da Administração do Estado (isso é um cancro), mais um novo hotel com cerca de 650 camas entrará em funcionamento na Boa vista em Janeiro 2027. Igualmente um novo hotel de 600 quartos está em construção na ilha do Sal. Ou seja todos estes novos grandes empreendimentos significam aumento do fluxo do investimento privado estrangeiro e por outro lado, vão contribuir fortemente para o aumento das exportações de serviços turísticos. Claro que o BCV não pode adivinhar. Compete ao Instituto do Turismo e à CVTI trabalhar melhor e fornecer informações adequadas ao departamento competente do BCV para aprimorar as suas previsões.
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